Esta noite eu tive um desses sonhos estranhos, que parecem uma explicação perfeita do cerne do universo enquanto se sonha, não significam bulhufas quando agente acorda e são esquecidos algumas horas depois.
As vezes porem, o tal sonho acaba sendo lembrado, ou mesmo fica na cabeça da gente como uma lembrança vivida, e nós invariavelmente tentamos transforma-lo em alguma coisa lógica, como ele tivesse algum significado inerente esperando para ser desvendado.
No sonho desta noite eu tinha na minha frente uma porta, era uma porta qualquer nos fundos de uma cabana. Era uma cabaninha de um quarto, que ficava no meio de uma floresta tropical úmida, confortável, em alguma ilha paradisíaca por ai.
Mas isso não é importante, o importante era a porta: trancada e maciça, sem a menor possibilidade de ser aberta a não ser com a chave, que coincidentemente (ou não), estava na minha mão. E mesmo assim eu não entrava, parado na frente da porta, imaginando que tipos de maravilhas ou horrores se escondiam ali atrás.
Para falar a verdade, eu imaginava que tipos de horrores se escondiam ali, meio que consciente de que não existia nada de bom, mas curioso com o que existia. Eu fiquei ali parado, olhando a porta e por fim me decidi: eu peguei a chave, coloquei na fechadura e abri a porta...
Ali naquele instante eu vi tudo o que um dia poderia me causar algum mal ou me trazer algum bem. Tudo o que de alguma forma podia mudar alguma coisa na minha vida. Tudo o que podia fazer a verdadeira diferença na minha vida.
Atrás daquela porta havia simplesmente um armário embutido, e dentro dele, dependurado na parede, um espelho.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Um porta trancada
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